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6 de janeiro de 2011

O silêncio da dor

Já passou tanto tempo desde que me ligas-te a dizer que tudo tinha acabado, desde então nunca mais soube o que fazer. Sinto-me vazia.
Desliguei o telefone, fiz o download de montes e montes de filmes, comprei toneladas de pacotes de lenços, tranquei-me a sete chaves em casa, e aqui estou eu, a vaguear pelos corredores sem saber o que fazer. Preparei um café, enrolei-me nos cobertores e pus mais um dos milhares de filme no “Play”. O filme começou a dar, estava a olhar para o ecrã mas era como se não estivesse, não estava com a mínima atenção, era como se os meus olhos conseguissem ir para lá do televisor. Bebi um gole de café e enrolei-me mais no coberto, encostei a cabeça à almofada na tentativa de conseguir adormecer, vieram-me à cabeça todos os momentos que passa-mos e perguntei-me: Voltaram a acontecer? Respondi-me a mim própria rapidamente, como se tivesse a resposta na ponta da língua, duvido que sim, e mais uma vez a tentativa de tentar adormecer fracassou.
Levantei-me e abri os cortinados, a claridade invadiu a sala e as pilhas de lenços no chão, olhei para a rua, nada mudou, de repente um par de namorados passeia de mão dada, e foi como se visse a nossa imagem reflectida neles, por momentos senti raiva e ciúmes, soltei uma lágrima e fechei imediatamente os cortinados, a escuridão voltou a instalar-se, já não posso mais.
Não sei o que me deu, um instinto talvez, fui a correr para o hall de entrada e voltei a ligar o telefone, como se estivesse à espera de algo, não sei bem do quê.
À meses que não ligava o telefone, a luzinha das mensagens acendeu, peguei no auscultador e carreguei no botão das mensagens com algum receio:
 « (…) Tem 229 mensagens novas (…) »
Voltei a pousar o auscultador no sítio, sem querer ouvir o resto, credo, devem pensar que morri.

De repente «TRIM, TRIM, TRIM», o telefone está a tocar, rápido, o que é que faço? Atendo? E se for ele? Não quero saber, atendi.
«Estou?! Meu Deus! Finalmente atendes-te! Pensava que te tinha acontecido alguma coisa! Desde que acaba-mos nunca mais fala-mos, o que é que se passa contigo?»
Estive mesmo para lhe responder: «Oh seu cretino! Achas mesmo que queria falar contigo depois de tudo o que me fizes-te?»
Mas limitei-me a dizer: «Pois.»
Não ouvi ninguém do outro lado por uns breves instantes, parte de mim queria desligar de vez, mas outra parte precisava de ouvir a sua voz.
«Desculpa-me por tudo, estava muito confuso, não estava em mim.»
Fiquei a pensar no que iria dizer a seguir, mas de repente saiu-me:
«O que queres dizer com isso?»
Pareceu-me que estava nervoso, pois as palavras saiam meias trémulas.
«Que estou arrependido!»
Desliguei o telefone e comecei a chorar, tive o cuidado de não colocar o auscultador no sitio para já não ter hipóteses de me ligar outra vez, corri para o quarto e deitei-me na cama, por momentos veio-me à cabeça: O que terá ele ficado a pensar quando desliguei? Sinceramente não me importa, depois de tudo isto o que pretendia ele? Voltar a correr para mim e que eu estivesse com os braços abertos? Nem pensar, não caiu nessa outra vez.
Sacudi a cabeça como se o quisesse afastar dos meus pensamentos, tentativa falhada.

P.S - direitos de autora, não copiar.

7 comentários:

  1. escreves bué ahaha xD

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  2. mas tá muito bom :D

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  3. amor escreves bué, adoro os texto *-* (maakaulitz)

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  4. adoro esta um maximo dongos

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  5. amei *.*
    Vou seguir @
    (ps: provavelmente não me conheces pelo nome que tenho aqui :x)

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  6. está lindo o texto, mesmo profundo.
    vou seguir (:

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