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7 de janeiro de 2011

Entrelaçados

Os olhos já me ardem de tanto chorar, não percebo porquê, já tantas vezes me tentei convencer de que não posso gostar dele, mas não me adiantou de muito, pois o meu coração teima sempre que manda mais que a minha cabeça. De tanto contrariar o meu coração, por momentos, pensei que ia explodir, suspirei, é óbvio que isso seria, infelizmente, impossível.
Tenho fome, mas tenho preguiça de me levantar, simplesmente me virei para o outro lado da cama na esperança de adormecer.
O meu telemóvel não tem bateria à semanas, mas tenho receio de o carregar e voltar a ligá-lo, ainda sofre uma sob carga com tantas mensagens e chamadas não atendidas.
Nem me atrevo se quer a ligar o telefone de casa, depois do último episódio, não o ligo tão cedo, abrir as cortinas também está fora de questão, a escuridão é bem mais acolhedora neste momento, não arrumo o quarto à muito tempo, resumindo, a minha vida já não é o que era.
Continuei deitada, como que à espera de um milagre vindo do céu que me tirasse desta caverna, a pouca esperança que tinha de adormecer, como de costume, nem vê-la. Só queria conseguir dormir uns 5 minutos seguidos, sem sonhos nem nada que se pareça.
A palavra mais usual na minha vida, neste momento, é “impossível”, é impossível conseguir dormir, é impossível conseguir comer alguma coisa, é impossível parar de pensar no inconveniente, é impossível sair de casa, bem, é melhor não continuar, se não nunca mais acabo.
A minha imaginação está ao rubro, e os pensamentos começaram a surgir do nada, a minha cabeça estava tal e qual o meu quarto, uma confusão, os pensamentos sem sentido divagavam na minha mente, entrelaçados uns nos outros, como se se escondessem de algo, simplesmente ignorei-os, bem, a todos menos um, houve um que constantemente me chamava a atenção, um onde tu me dês-te a mão e me prometes que estaríamos juntos para sempre e que para sempre seriamos feliz, de repente mandei um grito no escuro:
«MENTIROSO!»
Lágrimas correram-me pelos olhos, mas disse para mim própria que não podia, não podia voltar a derramar uma lágrima que fosse por ele! Nem uma.
Bem, pensei para mim mesma, está na altura das arrumações, levantei-me, abri os cortinados e fui buscar umas caixas de cartão vazias à dispensa, precisava de me livrar de todas as coisas que me fizessem lembrar dele.
E assim fiz, durante o dia todo, não é coisa propriamente de que goste, mas tinha de ser.
Senti um enorme alivio, a casa ficou bem mais vazia, mas soube-me bem.



P.S - direitos de autora, não copiar.

7 comentários:

  1. gosto imenso dos teus textos ahah , estou a seguir-te :)

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  2. também gostei muito do teu , beijinho :)

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  3. sim, ja te estou a seguir :)

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  4. Está lindo prima !
    A nossa familia é cheia de talentoooo :')

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